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quinta-feira, 17 de julho de 2008

O PALADINO


Para Rafaela o dia sempre demora à passar, as manhãs eram intermináveis e as tardes mais demoradas ainda em seu salão de cabelos e implantação de silicone clandestino para travestis góticos de cidades interioranas.
Rafaela não agüentava mais tanta purpurina misturada com cabelo, sangue, agulhas, silicone espalhados pelo chão, o dia inteiro tocava ratos do porão no seu radio.
Acordava e vestia sua meia calça preta e seu vestidinho de couro azul bebê, blusa branca, estilo enfermeira de hospital, não usava calcinha nem sutiã, na boca um batom rosa esverdeado de leve, cabelos presos e com tranças. Deixava sua casa por volta das 8:30h com sua Parati 88 preta com rodas cromadas e escapamento aberto. Ia em direção de seu enfadonho trabalho, onde permanecia até as 19:00h injetando silicone e cortando ou pintando cabelos de travestis góticos de cidades interioranas.
Porem após as 19:00h, Rafaela começava a criar vida, tudo ficava melhor para ela, Rafaela gostava da noite e de seus integrantes. Ela entrava em seu carro e corria em direção a sua casa. Chegando lá, tomava um longo e demorado banho de bacia, comia chocolates e morangos ainda verdes, bebia muita vodka e fumava alguns cigarros importados de Flers, e quando se sentia preparada, Rafaela colocava sua cinta liga, calcinha e sutiã amarelos, pega o vidro de perfume almíscar selvagem, e besunta seu esguio corpo com o cheiro de mata virgem, solta seus cabelos, passa um laquê, seus finos lábios pedem um batom verde, e ela o faz, acende mais um cigarro e vai na janela observar a noite lá fora. Começa a chupar pedaços de peixe congelado.
21:45 h, é chegada a hora, apaga seu cigarro manchado com o batom verde e entra na parati preta, sai numa louca disparada pela avenida beira mar, para num posto de gasolina, manda completar o tanque, pede uma caixa de charutos e uma cerveja. Não desce do carro, o frentista trás tudo pra ela no carro, ela arranca a parati e sai sem pagar.
Novamente na avenida ela vê um casal de namorados passeando de mãos dadas e com roupas brancas, eram estudantes de radiologia. Ela parou o carro e como uma ninja, jogou os dois no porta malas da parati 88 preta com rodas cromadas, e arrancou numa velocidade fulminante pra garagem de sua casa na escura rua das Pombas, 896.
Dentro de sua garagem funcionava um estúdio caseiro de pornografia com temática ligada ao Cid Moreira.
Tudo dentro do estúdio era relacionado ao Cid Moreira, uma enorme cama em forma de Cid Moreira aguardava o jovem casal estudante de radiologia, diversos televisores de plasma, computadores e telões estavam ligados e neles eram transmitidos episódios aleatórios do jornal nacional na época em que Cid era o ancora. Roupas do Cid Moreira era expostas em manequins por todo o estúdio, retratos e gravuras dele também.
Os jovens estudantes de radiologia estavam com muito medo, pois não sabiam o que estava acontecendo. Rafaela explicou que os dois deveriam fazer amor na cama em forma de Cid Moreira, entoando um cântico semelhante ao de abertura do Jornal Nacional, o sexo deveria ser selvagem e duradouro, enquanto isso Rafaela aos poucos se mutilava com um alicate cuticulador, fazendo profundos cortes em seu corpo, pra depois fazer com que Floyd seu lindo gato pelado mexicano viesse e a lambesse, ela sentia prazer assim.
Rafaela fazia isso 1 vez por semana, toda quinta feira, fazia isso pra esquecer seu amor platônico que alimentava por Cid Moreira sem a o menos nunca tê-lo visto pessoalmente.
O casal de jovens amedrontado topou, e assim iniciaram o ritual psicótico.
Entremeio aquela overdose de vozes e imagens de Cid Moreira o casal começou a fazer um 69 fabuloso, onde o jovem chupava o cu de sua namorada como o menino chupa um sorvete numa tarde ensolarada de domingo, já a menina mastiga o membro de seu namorado ao mesmo tempo que lhe enfia 4 dedos no cu estourando-lhe todas suas ultimas nove pregas ainda existentes. No outro canto, Rafaela salpicava o chão e a parede com seu sangue e pedaços de sua pele que continuava cortando com o alicate cuticulador.
Rafaela pediu para que iniciassem a penetração anal, pois ela já estava quase gozando e gostava de gozar vendo um belo anal, o casal obedeceu e o jovem estudante lascou seu pepininho de 12 cm no cu de sua namorada, que pra não fazer feio gemia como uma louquinha e foi neste instante que num passe de mágica eis que surge dentro do estúdio ninguém menos que Mister M, o paladino dos magos, todo mundo ficou sem saber o que estava acontecendo, foi então que Mister M explicou: que detestava Cid Moreira por o mesmo ter desmascarado o mágico no programa do fantástico, sugeriu então que os 4 subissem no carro mágico de Mister M e fossem até a residência de Cid, a fim de acabar-lhe com sua vida, e o fizeram, chegaram até a casa do velho Cid, e num passe de mágica adentraram ao seu quarto, ficaram surpresos ao encontrarem Cid Moreira dormindo dentro de uma enorme caixa de sapatos, era um costume de infância do velho jornalista, que acordou e com sua voz cavernosa perguntou:
BOA NOITE! QUEM SÃO VOCES, E O QUE QUEREM DE MIM?
Porem não precisou explicar, quando ele viu Mister M percebeu que se tratava de uma emboscada, foi então que debaixo dos trapos de sua cama de caixa de sapatos ele guardava suas duas espadas samurais, pegou-as e num salto fenomenal começou a lutar contra o quarteto, Rafaela com o alicate cuticulador arrancava pedacinhos do tecido adiposo de Cid, enquanto o jovem casal aproveitou a cama de caixa de sapatos pra terminar o anal que haviam começado.
Entremeio a batalha sangrenta a empregada doméstica de Cid Moreira levanta e resolve estourar pipocas para todos e também fez alguns litros de suco de goiaba. Julia a velha empregada entra no quarto e pede para que todos se sentem e comam um pouco antes de continuar o combate e o anal, e fizeram, porem quando todos estavam sentados conversando e comendo pipocas a doce senhora Julia se transfigura e da vida à ele, oh não, ohh sim, sim é ele Maciel “o pestilento” mais uma vez estava no planeta Terra em busca de alimento pra sua população.
Não houve tempo pra choro ou ranger de dentes com um único e certeiro raio TYR, Maciel transformou todos em biscoitos e os levou a seu longiquo planeta de onde reina soberano sabendo de tudo e de todos de onde um dia herdará a Terra.

2 comentários:

A Prisioneira disse...

"já a menina mastiga o membro de seu namorado ao mesmo tempo que lhe enfia 4 dedos no cu estourando-lhe todas suas ultimas nove pregas ainda existentes"

Put a keep are you!
Que demais, Zeppi!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mas será possível, meu Deus, que não vai aparecer ninguém na face da terra, que destrua o grande pestilento???
Aguardo ansiosa, pelos próximos capítulos....
Estou emocionada, e deveras sem palavras....
Desde mocinha sou fã do Cid Moreira, e me identifiquei bastante com essa estória....

Lucas Araujo disse...

nossa, demais eim... ce usa algum tipo de alucinógeno pra escrever esses contos ou eles saem de reações cerebrais sem estímulo de psicoativos? :p

te achei la na comunidade do Skylab e to lendo aqui... pena que é fake, queria conhecer a mente doentia bla bla bla

lê meus contos no meu blog abraço =]