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terça-feira, 3 de junho de 2008

A FUGA DO COVARDE


Era outono na fazenda de vovô Alencar “Saco de Boi” dos Santos, como de costume ele colhia amoras, mel, pitangas e algumas batatas pra enfrentar o rigoroso inverno na Fazenda Melzinho na Chupeta.
Vovô Alencar “Saco de Boi”, era conhecido na região por sempre estar com uma chupeta na boca, cheia de mel, costume que adquiriu ainda na infância. Usava botas feitas de couro de borboleta, chapéu de aba larga recoberto de penas de tucano, um largo cinto feito de couro de minhocas asiáticas, o qual segurava sua enorme calça amarela boca de sino.
Jamais usava camisa, gostava de mostrar seu tórax depilado no qual ostentava a tatuagem de um enorme gira sol.
O ano inteiro Alencar “Saco de Boi” cantarolava canções natalinas underground, suas prediletas. Vovô vivia sozinho com seu fiel cãozinho chamado Mario e um grilo amestrado que tinha o nome de Valter.
Sempre após o jantar Alencar “Saco de Boi” pegava seu trombone, Mario adestradamente sentavas se em frente a bateria e Mario afinava o cri-cri de suas pernas. Então começavam uma jam session, regada a muita maconha e wuisky e LSD.
Produziam os sons mais psicodélicos possíveis, era uma verdadeira viagem astral que adentrava a madrugada, toda noite.
Numa destas madrugadas, escutaram alguém gritando lá fora e batendo à porta, vovô Saco de Boi, imediatamente foi ver o que estava acontecendo, e ao abrir a porta deu de cara com uma jovem moça, cabelos longos, lisos e ruivos, olhar amendoado, decotes e seios fartos, porem o fato estranho é que ela estava vestida de noiva com véu, grinalda e buquê de rosas brancas.
Vovô Saco de Boi, pediu para que ela entrasse e sentasse, imediatamente todos pararam de tocar e cantar, vovô ofereceu a ela um pouco de wuisky com ácido, porem ela recusou dizendo que talvez mais tarde aceitasse, no momento contentar-se-ia com um café.
Vovô preparou seu delicioso café rancheiro, com muito pó de café, mel, conhaque e pedaços de fumo. Enquanto tomava o café a delicada moça contou sua triste história.
Seu nome era Ebenácea, tinha 21 anos e a sete anos namorava Charles, um renomado médico conhecido na região. Ela contou que seu casamento já estava marcado a mais de um ano, para o dia de hoje, o dia que seria o dia mais feliz de sua vida.
Porem ao chegar na igreja ela adentrou pelas portas do fundo para esperar todo mundo chegar e só então a noiva entraria. Mas ao adentrar na sacristia qual foi sua surpresa ao se deparar com o Padre Pedro fazendo um scat anal em seu noivo Mario. Padre Pedro estava com o braço até o cotovelo atolado no cu de Charles que urrava como uma baleia jubarte no cio.
Ao se deparar com tal cena, Ebenácea, saiu correndo e chorando , foi então que depois de horas correndo pela densa floresta encontrou a alegre casa de Vovô Saco de Boi.
Depois que contou a história, vovô achou melhor todos irem dormir pra no outro dia resolverem o que fariam. E assim fizeram. Vovô arrumou o quarto de hóspedes que a muito não era usado para que Ebenácea pudesse descansar seus ossos. E no outro quarto dormia Vovô Saco de Boi, Mario e Valter, todos na mesma cama como a muitos anos já o faziam.
No decorrer da noite, Vovô Saco de Boi ouviu uns barulhos estranhos no quarto em que Ebenácea estava dormindo, levantou e foi lá ver o que era, porem ao abrir a porta ficou pálido como a bunda de uma gorda senhora de 94 anos. A imagem fala por si, naquele quarto não mais estava Ebenácea, e sim BALTAZAR “o catequizador”, sedento por novos súditos para cumprir seu legado na Terra.
Vendo que todos os três estavam petrificados de terror e medo, BALTAZAR “o catequizador” como de costume pediu pra que todos dessem as mãos e juntos cantassem uma canção para se acalmarem, e assim fizeram:

Erguei as mãos e dai glória a BALTAZAR. Erguei as mãos e dai glória a BALTAZAR. Erguei as mãos e cantai como os filhos de BALTAZAR.Os animaizinhos subiram de dois em dois. Os animaizinhos subiram de dois em dois. O elefante e os passarinhos como os filhos de BALTAZAR.Os animaizinhos subiram de dois em dois. Os animaizinhos subiram de dois em dois.A minhoquinha e os pingüins como os filhos de BALTAZAR.Os animaizinhos subiram de dois em dois. Os animaizinhos subiram de dois em dois


Fizeram isso se acalmaram, então Baltazar contou seu propósito e seu plano pra vencer Maciel “o pestilento”.
Todos concordaram, foi então que Baltazar distribui margarina para besuntarem seus corpos e enfiarem a cabeça um no cu do outro para iniciar a transformação.
Quando estavam por acabar de se lambuzarem, eis que a casa de Vovô começou a tremer e de repente uma das paredes do quarto explodiu, e de trás da fumaça surgiu ninguém menos que Onetwo Three, fiel escudeiro e ministro da guerra de Maciel.
Onetwo Three, estava com os olhos vermelhos e com muita raiva, e nas mãos segurava a arma secreta criada por Maciel que soltava os temidos raios TYR, os mesmos que saem do bico do velho “pestilento” e igualmente fulminantes.
Vendo aquilo Baltazar desta vez não fugiu, e partiu pra cima de Onetwo Three, com suas garras em forma de bico de tucano ele arrancou uma perna do velho Onetwo Three que gritou como uma puta com um cacete atolado no cu e outros dois na buceta, Baltazar continuou o ataque arrancando-lhe outro braço e por ultimo o pescoço de Onetwo Three. Porem o que baltazar não sabia é que o velho Onetwo Three tinha a capacidade de se regenerar e imediatamente estava recomposto e pegando Baltazar de costas lançou-lhe o temido raio TYR nas nádegas de Baltazar que estavam à mostra, fazendo com que ele alçasse vôo em direção ao infinito, para se recompor e mais adianta ousar atacar Onetwo Three ou seu mestre o temido senhor de todo universo Maciel “o pestilento”.
Depois disso Onetwo Three fulminou com o raio TYR, Vovô Saco de Boi, Mario e Valter, transformando-os em deliciosos biscoitos que foram levados para alimentar Maciel e seus fiéis súditos.

7 comentários:

Allan disse...

Baltazar foi ao infinito...mas voltará?!


Fake tem cu?

Se fake tem cu, logo, é Deus?

Texto formidável, me identifiquei muito com as cenas memoráveis, com a profundeza dos embates de ideologias subliminados nas metáforas redundantes dos pleonasmos viciantes.

A Prisioneira disse...

Mais uma brilhante e comovente estória!

Bravo, bravo!!!

Carol disse...

e a Ebenácea ???? o q aconteceu com ela?

Marciaum disse...

fenomenal....

Giuzzeppi Coalhada disse...

A Ebenácea nada mais era que Baltazar disfarçado de noiva singela.

Raoul disse...

Mirabolantes acrobacias com palavras em combinações rítimicas estonteantemente magníficas!

Maciel está livre de perigos agora?

Por quanto tempo?

GERSON disse...

A saga de Baltazar está se tornando cada vez mais interessante. Como bom canalha ele usa das pessoas e tudo mais para atingir o seu objetivo. Esta cada vez mais emocionante essa epopéia. Parabéns Tio Zéppi.